sábado, 1 de outubro de 2011

Quem Vai Tirar O Lixo Do Banheiro? (chame a vigilância sanitária)

Adubaram meu inconsciente
para que apenas crescesse mudas mortas de vida própria

Meus pensamentos são clones criados em chiqueiros
que alguns insistem em chamar de rádio, televisão ou cultura

Outros chamam de laboratório, escola ou trabalho
Na verdade são aterros que escondem toda podridão que está por baixo

E vivem sempre cheios de pessoas iguais
que me fazem ser tão igual

A competição sempre muda
e todos querem ganhar para aparecer

Ontem ganhou quem mais se conformou em não encontrar tempo para ser feliz
Hoje a da vez é para ver quem mais consegue mentir sem sentir culpa

E eu já estou preso nesse banheiro químico que não descarta mais nada
Tomo bastante cuidado para não entupir e transbordar até a loucura

Agora eu quero ver quem vai ser capaz de tirar
o lixo do banheiro que se tornou a minha mente

Cagaram tanta coisa na minha cabeça
que nem eu mesmo sei distinguir o que presta aqui dentro

Vivo enrolado com tantos papéis de merda
que nem sei o que realmente sou

Não ouso juntar tudo para tentar dar descarga
A privada do meu ouvido já absorveu muita bosta

"-Denúncia anônima feita por mim mesmo"
Lá vem vindo a vigilância sanitária

Vou desligar o automático
E parar mais para pensar: "-o que realmente me faz bem?"

Interdito essa porra que insisto em chamar de consciência
E tiro o meu cérebro da conserva para uma faxina

Ficarei algum tempo em recuperação no tratamento chamado solidão
para tentar curar-me de tanta opinião formada sobre nada

Quero criar minha própria vida
E deixar de ser esse grande verme tão igual




******************************(primeira versão)******************************
Adubaram seu inconsciente para que apenas
crescesse mudas mortas de vida própria

Seus pensamentos são clones criados em chiqueiros
que alguns insistem em chamar de rádio, televisão ou cultura

Outros chamam de laboratório, escola ou trabalho
Na verdade são aterros que escondem toda podridão que está por baixo

E vivem sempre cheios de pessoas iguais que lhe fazem ser tão igual
A competição sempre muda e todos querem ganhar para aparecer

Ontem ganhou quem mais se conformou em não encontrar tempo para ser feliz
Hoje a da vez é para ver quem mais consegue mentir sem sentir culpa

Ontem ganhou quem mais se mijou
Hoje a da vez é para ver quem tem o monte de fezes mais alto

Agora eu quero ver quem vai ser capaz de tirar
o lixo do banheiro que se tornou a sua mente

Cagaram tanta coisa na sua cabeça
que nem mesmo você sabe distinguir o que presta aí dentro

Vive enrolado com tantos papéis de merda
que nem sabe o que realmente é

Não ouse juntar tudo e tentar dar descarga
A sua privada já absorveu muita bosta

Você já está preso nesse banheiro químico que não descarta mais nada
Cuidado para não entupir e transbordar até a loucura

PÁRA!
Chame a vigilância sanitária

Desligue o automático
E pare mais para pensar o que realmente te faz bem

Interdite essa porra que insiste em chamar de consciência
E tire o seu cérebro da conserva e faça uma faxina

Fique algum tempo em recuperação no tratamento chamado solidão
para tentar curar-se de tanta opinião formada sobre nada

Crie sua própria vida
E deixe de ser esse monte de bosta tão igual